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Repotencialização avança nos EUA e entra no radar do setor elétrico brasileiro

Estudo mostra expansão do uso de cabos ACSS para ampliar capacidade de transmissão sem construção de novas linhas; tema será debatido pela Belgo Arames no Sintre 2026

A evolução da demanda energética e a pressão sobre a infraestrutura de transmissão têm acelerado, em mercados como os Estados Unidos, a adoção de tecnologias voltadas à repotencialização de linhas existentes. A estratégia, baseada no uso de cabos avançados capazes de ampliar a capacidade de transmissão sem necessidade de novas estruturas, começa agora a ganhar espaço também no debate do setor elétrico brasileiro.

Esse é um dos temas que estará em debate no Seminário Internacional de Transmissão de Energia Elétrica (Sintre), realizado nos dias 27 e 28 de maio, em Brasília, pela Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica e pelo Instituto Abrate.

“O Brasil começa a enfrentar desafios semelhantes aos observados em mercados mais maduros, especialmente diante da necessidade de ampliar rapidamente a capacidade de transmissão. Nesse cenário, a repotencialização se destaca como uma alternativa técnica relevante, por permitir o aproveitamento da infraestrutura já existente, reduzindo prazos e limitações associados à construção de novas linhas”, explica Daniel Jardim, gerente do segmento de Negócios da Belgo Arames.

Segundo Daniel, o estudo “Advanced Conductors Accelerate the Future of Transmission”, conduzido pelo Idaho National Laboratory, aponta que aproximadamente 95% das utilities norte-americanas avaliadas já implementaram ou possuem planos de adoção de tecnologias avançadas de condutores, principalmente diante do crescimento da demanda associado à expansão de data centers, eletrificação industrial e integração de fontes renováveis.

Além da ampliação da capacidade de transmissão utilizando corredores já existentes, os estudos também identificam ganhos operacionais relevantes. Em um dos casos analisados, a substituição de condutores convencionais por cabos do tipo ACSS/TW em cerca de 105 milhas (cerca de 170 kms) de linhas resultou em economia operacional estimada em US$ 440 mil por ano.

A tecnologia mais aplicada nesse contexto envolve cabos HTLS (High Temperature Low Sag), como o modelo ACSS, capazes de operar em temperaturas significativamente superiores às dos condutores tradicionais sem comprometer critérios de segurança e desempenho mecânico. A substituição dos cabos convencionais permite elevar a capacidade de transmissão mantendo a estrutura original da linha.

Com o avanço desse debate no país, o tema será destaque na palestra “Experiências Internacionais no Uso de Cabos ACSS para Recapacitação de Linhas”, apresentada por André Alves de Sousa, engenheiro de Aplicações dos segmentos de Energia e Telecom da Belgo Arames. A empresa acompanha esse movimento por atuar no fornecimento de tecnologias em arame de aço aplicadas ao núcleo de cabos condutores utilizados em linhas de transmissão.

Segundo Jardim, o cenário brasileiro tende a aumentar a relevância desse tipo de solução nos próximos anos. “Hoje já existe uma pressão crescente sobre o sistema elétrico, impulsionada pela expansão da geração renovável, novos projetos industriais e aumento da carga em regiões estratégicas. Em muitos casos, construir novas linhas não será a resposta mais rápida ou viável”, destaca.

Além dos desafios regulatórios e ambientais para implantação de novos corredores, o setor também enfrenta restrições de prazo. Atualmente, projetos de novas linhas de transmissão podem levar mais de cinco anos entre licenciamento, aprovação, construção e entrada em operação.

Cercas de alto desempenho aumentam eficiência no manejo de bovinos e reduzem perdas no campo

Infraestrutura adequada contribui para produtividade, segurança e melhor aproveitamento das propriedades rurais

 

Cercas de alto desempenho têm papel estratégico no manejo de bovinos, contribuindo para reduzir perdas, melhorar a eficiência operacional e aumentar a produtividade nas propriedades rurais. Além de delimitar áreas, essas estruturas são fundamentais para o controle do rebanho e a organização das atividades no campo.

 

A relevância do tema acompanha o crescimento da pecuária brasileira, um dos principais pilares do agronegócio nacional. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor deve alcançar faturamento de R$ 476,3 bilhões em 2026, com crescimento de 3,7% na produção de carne bovina, reforçando a importância de investimentos em infraestrutura e gestão eficiente.

 

Nesse contexto, o uso de cercamento adequado se destaca como uma solução importante para otimizar o manejo e promover melhores resultados produtivos.

 

“Cercas bem planejadas e construídas com materiais de alto desempenho vão além da delimitação de áreas. Elas contribuem para o manejo adequado do rebanho, a preservação das pastagens e o aumento da produtividade nas fazendas”, afirma Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames.

 

Segundo o especialista, um dos benefícios práticos do cercamento eficiente é a possibilidade de adoção de técnicas como o pastejo rotacionado, que divide a pastagem em piquetes menores e alterna períodos de uso e descanso, favorecendo a recuperação da forragem e o melhor aproveitamento da área.

 

Além disso, as cercas ajudam a evitar a fuga de animais e reduzem o estresse do rebanho, fatores que impactam diretamente o desempenho produtivo. Também contribuem para a segurança da propriedade, ao dificultar a entrada de animais silvestres e reduzir riscos sanitários, ao mesmo tempo em que tornam o manejo diário mais ágil e organizado.

 

Para garantir melhores resultados, é fundamental investir em materiais adequados e soluções desenvolvidas para as diferentes necessidades do campo. Produtos com maior resistência e durabilidade oferecem melhor desempenho tanto em cercas rurais quanto em estruturas de manejo, como currais e áreas de confinamento.

 

“Com a evolução da pecuária e a crescente demanda por produtividade sustentável, investir em soluções confiáveis é indispensável. Uma boa infraestrutura contribui para uma produção mais eficiente, segura e alinhada às exigências do mercado”, conclui Bruno.

Belgo Arames leva soluções para os segmentos automotivo, de soldagem e proteção industrial à FEIMEC 2026

Portfólio destaca aplicações em arame de aço voltadas a segmentos estratégicos da indústria e mostra a atuação da empresa em mercados de alta exigência técnica

A Belgo Arames, líder brasileira na transformação de arames de aço, participa da FEIMEC 2026, a maior feira industrial da América Latina, que acontece entre os dias 5 e 9 de maio, em São Paulo (SP). A empresa apresenta soluções desenvolvidas para diferentes aplicações com maior foco nos segmentos automotivo, de soldagem e industrial.

No estande da empresa, os visitantes poderão conhecer aplicações que evidenciam a versatilidade do arame de aço e a presença da tecnologia da Belgo Arames em diferentes etapas da cadeia industrial. As soluções expostas mostram como o material se transforma em componentes e sistemas voltados a demandas de alto desempenho, segurança e produtividade.

Entre os destaques estão arames para soldagem e soluções empregadas no setor automotivo. São peças e componentes que exigem precisão, resistência e durabilidade. Além disso, estarão em exposição molas mecânicas, autopeças, fixadores, soldas, hastes para limpadores de para-brisa e estruturas internas de veículos.

A empresa também exibirá produtos para a proteção de barreiras físicas e móveis, como o Belgo Protec, ampliando a discussão sobre segurança do trabalho, proteção patrimonial e produtividade nos ambientes industriais.

“Com a participação na FEIMEC 2026, buscamos fortalecer relacionamentos, ampliar parcerias e aprofundar o diálogo com a indústria. A feira é uma oportunidade de mostrar, na prática, como evoluímos do fornecimento de arames para um portfólio de soluções completas, preparado para acompanhar os desafios atuais e futuros da indústria brasileira”, finaliza Daniel Pedrosa, gerente do segmento responsável.

Belgo Arames está com inscrições abertas para programa de jovens aprendizes em Sumaré

Estão abertas as inscrições para o Programa Jovem Aprendiz da Belgo Arames, iniciativa para jovens de 18 a 21 anos interessados em dar os primeiros passos no mercado de trabalho. As oportunidades são para cargos administrativos na unidade da empresa em Sumaré (SP). Ao todo, serão oito vagas para a unidade da produtora de arame, sendo quatro oportunidades para a área administrativa e quatro para formação em eletromecânica. As inscrições podem ser realizadas até o dia 27 de maio, pelos links Área Administrativa e Área Eletromecânica.

Os candidatos interessados na trilha administrativa deverão cursar ou ter concluído o Ensino Médio. Já para a formação técnica, é exigida matrícula no curso de Aprendizagem Industrial em Eletromecânica do SENAI. Durante o programa, os jovens terão a oportunidade de desenvolver atividades práticas e acompanhar de perto a rotina de uma grande indústria. Na área administrativa, os aprendizes atuarão em demandas de organização de documentos, atualização de dados em sistemas, controles internos e suporte às equipes. Já na trilha de eletromecânica, participarão de atividades ligadas à manutenção elétrica e mecânica, inspeção de máquinas, registros técnicos e organização de ferramentas e equipamentos, sempre com acompanhamento especializado.

“A proposta é proporcionar aos participantes uma formação que alia aprendizado técnico e desenvolvimento comportamental, preparando os jovens para futuras oportunidades no mercado de trabalho”, explica Lucas Daltro, coordenador de Gente, Cultura e Engajamento. Ao longo da jornada, serão estimuladas habilidades como responsabilidade, organização, planejamento, trabalho em equipe e familiaridade com processos corporativos e industriais.

Beatriz Lima da Silva, ex-aprendiz industrial da Belgo Arames, ressalta a importância da experiência para o início de sua carreira. “Foi uma oportunidade que me deu segurança e maturidade profissional. Além do aprendizado técnico, pude desenvolver competências importantes para o mercado e entender, na prática, como funciona o ambiente corporativo”, afirma.

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