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Do campo à indústria, o arame ajuda a preservar a qualidade do algodão brasileiro

Da roupa que vestimos aos produtos de higiene, cosméticos, papéis especiais e até cédulas de dinheiro, o algodão está presente em diferentes momentos do cotidiano. Por trás dessa fibra natural está uma cadeia produtiva robusta, que movimenta a economia, gera empregos e coloca o Brasil em posição de destaque no mercado global. 

 

O país é atualmente um dos principais protagonistas desse setor. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de algodão está estimada em 4,06 milhões de toneladas de pluma. Antes de chegar à indústria e dar origem a inúmeros produtos, porém, a fibra passa por uma etapa fundamental para preservar sua qualidade: o enfardamento. 

 

Após a colheita, o algodão passa pelo descaroçamento, processo que separa a fibra da semente, e por etapas de limpeza até se transformar em pluma. Em seguida, o material é prensado em fardos, o que facilita a armazenagem, a movimentação e o transporte. 

 

“Por ser um material extremamente delicado, o algodão exige cuidados ao longo de toda a sua jornada, desde a colheita até a chegada à indústria. O enfardamento é uma etapa importante para preservar a qualidade da pluma e reduzir perdas logísticas”, explica Danilo Moreira, analista de mercado agro da Belgo Arames. 

 

É nesse momento que os arames assumem um papel essencial. Utilizados para manter os fardos compactados, eles ajudam a preservar a integridade da pluma durante a armazenagem e o transporte, reduzindo riscos de avarias ao longo da cadeia. 

 

“Antes de chegar ao consumidor final, o algodão passa por uma série de etapas que exigem segurança e controle. O arame contribui para manter os fardos estáveis, suportando os esforços da movimentação e do transporte para que a fibra chegue ao próximo elo da cadeia nas condições adequadas”, afirma Moreira. 

 

Para atender às necessidades desse processo, a Belgo Arames desenvolveu arame Belgo para enfardar algodão, solução voltada especificamente para o enfardamento da pluma. Produzido com aço de estrutura interna homogênea, a solução possui elevada resistência à tração, evitando quebras. “Embora pouco visível para quem está fora do setor, o arame desempenha uma função estratégica na cadeia do algodão. Ele ajuda a garantir que a pluma seja transportada com segurança e chegue à indústria preservando suas características e seu valor comercial”, conclui o analista. 

Presença de catetos exige medidas preventivas em áreas agrícolas

Com nome ‘geométrico’, mamífero silvestre acessa áreas agrícolas em busca de alimento. Cercas auxiliam prevenção 

 

Existe um cateto que não ajuda a calcular a hipotenusa. Ele tem quatro patas, vive em diferentes biomas brasileiros e faz parte da fauna nativa do país. “Também conhecido como porco-do-mato – ainda que não seja um suíno –, o cateto (Pecari tajacu) tem como hábito invadir áreas agrícolas em busca de alimento e causar impactos no milho e na soja”, alerta o zootecnista Danilo Moreira do Carmo, analista de mercado da Belgo Arames. 

 

“Esses animais são bastante adaptáveis e aproveitam diferentes fontes de comida encontradas no ambiente. Quando entram em áreas agrícolas, consumem não apenas grãos, mas também mandioca, melancia e hortaliças. E o impacto não está apenas no que é ingerido: ao revolver o solo em busca de raízes e outros alimentos, eles danificam mudas e comprometem o desenvolvimento das plantas”, explica o zootecnista. 

 

Com comprimento próximo a 1 metro, altura de aproximadamente 50 centímetros e peso de até 30 quilos, o cateto está presente em praticamente todos os biomas brasileiros. A espécie costuma formar grupos pequenos, geralmente com cinco a quinze indivíduos, e possui grande capacidade de adaptação a diferentes ambientes. Quando encontra alimento disponível, pode retornar às mesmas áreas, aumentando a ocorrência de prejuízos às culturas. 

 

“Uma das formas mais eficientes de evitar a aproximação dos animais silvestres com as áreas produtivas é investir em um cercamento resistente e adequado às características das espécies presentes na região. Essa barreira física limita o acesso às lavouras, permitindo que o produtor preserve suas culturas e, ao mesmo tempo, mantenha os animais em seus ambientes naturais, onde podem buscar alimento e seguir seu ciclo de vida”, afirma Danilo. 

 

Isso é importante porque, apesar de ser uma espécie amplamente distribuída pelo território, o cateto enfrenta desafios relacionados à redução de habitats naturais, fragmentação das áreas de vegetação e pressão da caça (que é proibida). Como a proximidade entre áreas preservadas e propriedades rurais pode favorecer esses encontros, medidas preventivas são importantes para garantir convivência mais equilibrada entre a produção agropecuária e a fauna. 

 

Essa prevenção começa pela escolha de estruturas que impedem a entrada dos animais nas áreas produtivas. Desenvolvida pela Belgo, a tela Belgo Javaporco foi projetada para o controle de javalis, javaporcos, catetos, queixadas e capivaras, entre outros animais. Com 11 fios e altura de 1,20 metro, a cerca possui fios horizontais e verticais interconectados, com espaçamentos adequados e resistência mecânica para dificultar a passagem dos animais, além diss é a única tela do mercado com galvanização pesada para ter uma maior vida útil. 

Belgo Arames segue entre as líderes em inovação

Empresa ocupa o 4º lugar na categoria Mineração, Metalurgia e Siderurgia da premiação Valor Inovação e a 60ª posição entre 150 selecionadas

A Belgo Arames, líder brasileira na transformação de arames de aço, foi reconhecida como uma das empresas mais inovadoras do país no ranking Valor Inovação 2026, divulgado na última segunda-feira (4/8). A companhia conquistou o 4º lugar na categoria Mineração, Metalurgia e Siderurgia e a 60ª posição na classificação geral.​

​O reconhecimento reflete uma trajetória consistente de investimentos em pesquisa, transformação digital e desenvolvimento de produtos. Em 2025, as iniciativas de inovação contribuíram para uma redução de 4,85% na estrutura de custos da empresa, resultado impulsionado principalmente por projetos voltados ao aumento da produtividade, à otimização de processos e ao ganho de eficiência operacional. Os avanços reforçam a competitividade da Belgo e ampliam sua capacidade de investir no crescimento do negócio.​

​“A inovação faz parte da história da Belgo e continua sendo um dos pilares da nossa estratégia. Essa cultura é fortalecida por iniciativas que incentivam o protagonismo dos nossos empregados na identificação de oportunidades e na construção de melhorias para processos, produtos e modelos de negócio. Também ampliamos nossa capacidade de evolução por meio da inovação aberta, conectando a empresa a startups, universidades e centros de pesquisa”, afirma Maria L. Ciorlia, gerente geral de Marketing, Estratégia e Inovação da Belgo Arames.​

​Atualmente, cerca de 14% da receita líquida da Belgo é proveniente de produtos lançados nos últimos anos. Entre eles está o Dramix® 4D, fibra de aço desenvolvida pela companhia que oferece até quatro vezes mais resistência à tração em comparação aos materiais convencionais e pode gerar redução de até 25% no consumo de materiais e mão de obra em obras de concreto.​

​A companhia também vem ampliando sua atuação em inovação aberta por meio de iniciativas como a parceria com o FIEMG Lab, que fortalece a conexão com startups e acelera projetos relacionados à digitalização, inteligência operacional, automação e sustentabilidade. “Os resultados demonstram que inovação não é apenas uma fonte de diferenciação, mas um fator essencial para aumentar nossa eficiência, ampliar a competitividade e criar novas oportunidades de crescimento. É dessa forma que seguimos evoluindo e gerando valor para clientes, empregados, parceiros e sociedade”, destaca Ciorlia.​

Comportamento animal: por que os búfalos exigem estruturas mais resistentes nas fazendas?

Hábitos naturais da espécie influenciam diretamente o planejamento de áreas de manejo e cercas contribuindo para o bem-estar animal e a produtividade rural

 

Com um rebanho superior a 1,8 milhão de cabeças e em expansão no país, a bubalinocultura exige cuidados específicos de manejo e infraestrutura. Entre os principais desafios da atividade está o cercamento, que precisa suportar a força física dos animais e considerar seus hábitos naturais para evitar fugas, acidentes e perdas produtivas.

O Brasil possui atualmente o maior rebanho de búfalos do Ocidente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Domesticados há milhares de anos na Ásia, em regiões historicamente ligadas à Mesopotâmia, os búfalos chegaram ao país no século XIX, com os primeiros animais desembarcando na Ilha de Marajó (PA). Desde então, conquistaram espaço na pecuária nacional graças à rusticidade, à capacidade de adaptação e ao elevado valor nutricional da carne e do leite.

Apesar dessas características, o manejo dos bubalinos apresenta particularidades que exigem atenção dos produtores. Segundo Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames, compreender o comportamento da espécie é fundamental para garantir produtividade, bem-estar animal e eficiência operacional.

“Os búfalos são animais gregários, com forte instinto de rebanho e elevada capacidade de aprendizado. Quando manejados de forma adequada, apresentam comportamento dócil. No entanto, são extremamente fortes e persistentes diante de obstáculos, além de mais sensíveis ao estresse provocado por manejo inadequado, ruídos intensos e movimentações bruscas”, explica o especialista.

Outra característica marcante da espécie é a busca constante por sombra, ambientes úmidos e locais para imersão em água ou lama. Esse comportamento é essencial para a termorregulação dos animais, já que os bubalinos possuem menos glândulas sudoríparas que os bovinos e pele mais espessa e escura, o que reduz a eficiência da dissipação do calor.

“Quando essas necessidades biológicas não são atendidas, os animais tendem a procurar ambientes mais favoráveis, aumentando o risco de fugas e acidentes”, destaca Bruno.

Essas particularidades tornam a infraestrutura de cercamento um fator estratégico para o sucesso da atividade. É comum que os búfalos exerçam forte pressão sobre as cercas ao se apoiar, esfregar o corpo ou tentar acessar áreas com água e pastagem. A ausência de estruturas adequadas para conduzir os animais a áreas com água e pastagem, aliada a cercamentos subdimensionados, pode comprometer a integridade do sistema. Nessas condições, aumentam os casos de rompimento dos arames, deslocamento de mourões e danos à estrutura da cerca.

De acordo com o gerente, um cercamento eficiente deve ser planejado considerando tanto a força dos animais quanto seus hábitos naturais. “Corredores amplos, curvas suaves, currais bem dimensionados e o posicionamento estratégico de áreas de sombra e bebedouros ajudam a reduzir o estresse e facilitam o manejo. Além disso, o sistema deve utilizar materiais de alta resistência, mourões robustos e ancoragens reforçadas para garantir a estabilidade e a tensão da cerca ao longo do tempo”, afirma.

Para cercamentos permanentes, uma das alternativas é o Belgo ZZ-700 Bezinal®, arame liso de alta resistência que suporta até 700 kgf de impacto e apresenta elevada proteção contra corrosão, característica importante em áreas úmidas e alagadiças, comuns na criação de búfalos. Já o arame farpado Motto® é indicado para terrenos acidentados, litorâneos e alagadiços, proporcionando economia de mourões graças à sua torção alternada. Para sistemas de cerca elétrica utilizados no manejo dos rebanhos, a opção é o Belgo Eletrix®.

 

Em propriedades com animais de maior porte e sistemas de pastejo rotacionado com alta lotação, recomenda-se a utilização do Belgo ZZ-700 Bezinal® em cercas elétricas. Outra solução amplamente adotada é a cerca de arame liso composta por cinco fios de Belgo ZZ-700 Bezinal®, com o fio central eletrificado. Essa configuração proporciona maior segurança ao rebanho, ajudando a manter os animais dentro das áreas de pastejo ou dos limites da propriedade e reduzindo o risco de fugas”, recomenda Bruno Nolasco.

 

“Na bubalinocultura, o cercamento não deve ser visto apenas como um elemento de divisão de áreas. Trata-se de uma ferramenta estratégica para garantir segurança, reduzir custos de manutenção, evitar perdas por fugas e aumentar a eficiência produtiva ao longo dos anos”, conclui Bruno Nolasco.

Nossa atuação é pautada nos pilares Gente, Cliente, Inovação e Sustentabilidade. Em cada um deles, temos ambições que guiam nossas ações

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