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Qualidade do café começa na infraestrutura do pós-colheita

Uso de terreiros suspensos contribui para preservar o aroma, o sabor e o valor comercial dos grãos

 

Quando pensamos em café de qualidade, é comum lembrar do aroma, do sabor e da tradição presentes em cada xícara. No entanto, uma parte importante desse resultado é definida muito antes da torra. Nos bastidores da produção, infraestrutura, tecnologia e manejo desempenham papel fundamental para preservar o potencial dos grãos e garantir a qualidade da bebida.

 

No momento em que o Brasil se prepara para colher uma das maiores safras de café de sua história, com expectativa de 66,7 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), cresce também a atenção para etapas decisivas do pós-colheita. Entre elas, destacam-se a classificação e a secagem, processos que influenciam diretamente a qualidade e o valor comercial do produto.

 

“Entre as etapas do pós-colheita, a classificação e a secagem merecem atenção especial dos cafeicultores. Depois que os grãos deixam a lavoura, esses processos são determinantes para preservar características importantes, como aroma, sabor e uniformidade, além de influenciar diretamente a valorização comercial do café”, explica Bruno Nolasco, gerente de Negócios Agro da Belgo Arames.

 

A classificação é uma das primeiras fases desse trabalho. Os grãos são separados de acordo com critérios como estágio de maturação, tamanho, densidade e presença de defeitos. Essa seleção permite a formação de lotes mais homogêneos, atendendo aos padrões de comercialização e contribuindo para maior consistência na qualidade da bebida.

 

Já a secagem tem papel igualmente estratégico. Seu objetivo é reduzir a umidade dos grãos de forma gradual e uniforme, evitando fermentações indesejadas, preservando os compostos responsáveis pelo aroma e pelo sabor e mantendo a integridade física do café. Quando conduzida corretamente, a secagem contribui para elevar a qualidade do produto e aumentar seu valor de mercado.

 

“Para alcançar um café de alta qualidade e bebida, é fundamental contar com uma infraestrutura adequada, como os terreiros suspensos. Esse tipo de estrutura utiliza telas de sombreamento de malha fina sustentadas por arames lisos esticados sobre postes de aço galvanizado, madeira ou outros materiais. Ao manter os grãos elevados, favorece a circulação de ar por toda a camada de café, reduz o contato direto com o solo e contribui para uma secagem mais uniforme, preservando a qualidade do produto”, afirma Bruno.

 

Para que os terreiros suspensos mantenham seu desempenho ao longo de várias safras, a escolha dos materiais utilizados em sua construção também é importante. Como permanecem expostos às condições climáticas e precisam suportar o peso dos grãos durante todo o processo de secagem, essas estruturas demandam componentes resistentes e duráveis.

 

“Arames de alta resistência contribuem para a estabilidade do sistema e ajudam a reduzir a necessidade de manutenções frequentes, permitindo que a estrutura mantenha seu desempenho ao longo do tempo”, explica o gerente.

 

Entre as soluções disponíveis para essa aplicação estão o arame liso Belgo Frutifio® e a cordoalha Belgo Parreiral®, desenvolvidos para uso agrícola e caracterizados pela resistência à corrosão e longa vida útil. Pode se utilizar também a tela Belgo Practica que tem galvanização pesada também, para o apoio dos grãos de café, e acima dela coloca se uma tela de malha fina, tipo as de sombreamento.

 

“A infraestrutura do pós-colheita é um dos fatores que contribuem para a preservação da qualidade do café. Estruturas adequadas oferecem mais segurança e confiabilidade durante a secagem, permitindo que o produtor mantenha o foco no manejo e na qualidade dos grãos. Afinal, o resultado da bebida depende não apenas do que acontece na lavoura, mas também das condições que sustentam cada etapa após a colheita”, conclui Bruno Nolasco.

Belgo Arames segue entre as líderes em inovação

Empresa ocupa o 4º lugar na categoria Mineração, Metalurgia e Siderurgia da premiação Valor Inovação e a 60ª posição entre 150 selecionadas

A Belgo Arames, líder brasileira na transformação de arames de aço, foi reconhecida como uma das empresas mais inovadoras do país no ranking Valor Inovação 2026, divulgado na última segunda-feira (4/8). A companhia conquistou o 4º lugar na categoria Mineração, Metalurgia e Siderurgia e a 60ª posição na classificação geral.​

​O reconhecimento reflete uma trajetória consistente de investimentos em pesquisa, transformação digital e desenvolvimento de produtos. Em 2025, as iniciativas de inovação contribuíram para uma redução de 4,85% na estrutura de custos da empresa, resultado impulsionado principalmente por projetos voltados ao aumento da produtividade, à otimização de processos e ao ganho de eficiência operacional. Os avanços reforçam a competitividade da Belgo e ampliam sua capacidade de investir no crescimento do negócio.​

​“A inovação faz parte da história da Belgo e continua sendo um dos pilares da nossa estratégia. Essa cultura é fortalecida por iniciativas que incentivam o protagonismo dos nossos empregados na identificação de oportunidades e na construção de melhorias para processos, produtos e modelos de negócio. Também ampliamos nossa capacidade de evolução por meio da inovação aberta, conectando a empresa a startups, universidades e centros de pesquisa”, afirma Maria L. Ciorlia, gerente geral de Marketing, Estratégia e Inovação da Belgo Arames.​

​Atualmente, cerca de 14% da receita líquida da Belgo é proveniente de produtos lançados nos últimos anos. Entre eles está o Dramix® 4D, fibra de aço desenvolvida pela companhia que oferece até quatro vezes mais resistência à tração em comparação aos materiais convencionais e pode gerar redução de até 25% no consumo de materiais e mão de obra em obras de concreto.​

​A companhia também vem ampliando sua atuação em inovação aberta por meio de iniciativas como a parceria com o FIEMG Lab, que fortalece a conexão com startups e acelera projetos relacionados à digitalização, inteligência operacional, automação e sustentabilidade. “Os resultados demonstram que inovação não é apenas uma fonte de diferenciação, mas um fator essencial para aumentar nossa eficiência, ampliar a competitividade e criar novas oportunidades de crescimento. É dessa forma que seguimos evoluindo e gerando valor para clientes, empregados, parceiros e sociedade”, destaca Ciorlia.​

Comportamento animal: por que os búfalos exigem estruturas mais resistentes nas fazendas?

Hábitos naturais da espécie influenciam diretamente o planejamento de áreas de manejo e cercas contribuindo para o bem-estar animal e a produtividade rural

 

Com um rebanho superior a 1,8 milhão de cabeças e em expansão no país, a bubalinocultura exige cuidados específicos de manejo e infraestrutura. Entre os principais desafios da atividade está o cercamento, que precisa suportar a força física dos animais e considerar seus hábitos naturais para evitar fugas, acidentes e perdas produtivas.

O Brasil possui atualmente o maior rebanho de búfalos do Ocidente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Domesticados há milhares de anos na Ásia, em regiões historicamente ligadas à Mesopotâmia, os búfalos chegaram ao país no século XIX, com os primeiros animais desembarcando na Ilha de Marajó (PA). Desde então, conquistaram espaço na pecuária nacional graças à rusticidade, à capacidade de adaptação e ao elevado valor nutricional da carne e do leite.

Apesar dessas características, o manejo dos bubalinos apresenta particularidades que exigem atenção dos produtores. Segundo Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames, compreender o comportamento da espécie é fundamental para garantir produtividade, bem-estar animal e eficiência operacional.

“Os búfalos são animais gregários, com forte instinto de rebanho e elevada capacidade de aprendizado. Quando manejados de forma adequada, apresentam comportamento dócil. No entanto, são extremamente fortes e persistentes diante de obstáculos, além de mais sensíveis ao estresse provocado por manejo inadequado, ruídos intensos e movimentações bruscas”, explica o especialista.

Outra característica marcante da espécie é a busca constante por sombra, ambientes úmidos e locais para imersão em água ou lama. Esse comportamento é essencial para a termorregulação dos animais, já que os bubalinos possuem menos glândulas sudoríparas que os bovinos e pele mais espessa e escura, o que reduz a eficiência da dissipação do calor.

“Quando essas necessidades biológicas não são atendidas, os animais tendem a procurar ambientes mais favoráveis, aumentando o risco de fugas e acidentes”, destaca Bruno.

Essas particularidades tornam a infraestrutura de cercamento um fator estratégico para o sucesso da atividade. É comum que os búfalos exerçam forte pressão sobre as cercas ao se apoiar, esfregar o corpo ou tentar acessar áreas com água e pastagem. A ausência de estruturas adequadas para conduzir os animais a áreas com água e pastagem, aliada a cercamentos subdimensionados, pode comprometer a integridade do sistema. Nessas condições, aumentam os casos de rompimento dos arames, deslocamento de mourões e danos à estrutura da cerca.

De acordo com o gerente, um cercamento eficiente deve ser planejado considerando tanto a força dos animais quanto seus hábitos naturais. “Corredores amplos, curvas suaves, currais bem dimensionados e o posicionamento estratégico de áreas de sombra e bebedouros ajudam a reduzir o estresse e facilitam o manejo. Além disso, o sistema deve utilizar materiais de alta resistência, mourões robustos e ancoragens reforçadas para garantir a estabilidade e a tensão da cerca ao longo do tempo”, afirma.

Para cercamentos permanentes, uma das alternativas é o Belgo ZZ-700 Bezinal®, arame liso de alta resistência que suporta até 700 kgf de impacto e apresenta elevada proteção contra corrosão, característica importante em áreas úmidas e alagadiças, comuns na criação de búfalos. Já o arame farpado Motto® é indicado para terrenos acidentados, litorâneos e alagadiços, proporcionando economia de mourões graças à sua torção alternada. Para sistemas de cerca elétrica utilizados no manejo dos rebanhos, a opção é o Belgo Eletrix®.

 

Em propriedades com animais de maior porte e sistemas de pastejo rotacionado com alta lotação, recomenda-se a utilização do Belgo ZZ-700 Bezinal® em cercas elétricas. Outra solução amplamente adotada é a cerca de arame liso composta por cinco fios de Belgo ZZ-700 Bezinal®, com o fio central eletrificado. Essa configuração proporciona maior segurança ao rebanho, ajudando a manter os animais dentro das áreas de pastejo ou dos limites da propriedade e reduzindo o risco de fugas”, recomenda Bruno Nolasco.

 

“Na bubalinocultura, o cercamento não deve ser visto apenas como um elemento de divisão de áreas. Trata-se de uma ferramenta estratégica para garantir segurança, reduzir custos de manutenção, evitar perdas por fugas e aumentar a eficiência produtiva ao longo dos anos”, conclui Bruno Nolasco.

Sustentabilidade na prática: o que protege a natureza e fortalece a produção?

Soluções de cercamento auxiliam a preservação da fauna e da flora, promovem a recuperação de áreas degradadas e agregam valor às propriedades rurais

 

Quando o tema é preservação ambiental, imagens de florestas, rios e animais silvestres costumam vir à mente. Entretanto, secas prolongadas, enchentes históricas e incêndios cada vez mais intensos estão transformando o ambiente. “No Brasil, os impactos são cada vez mais evidentes: alterações no regime de chuvas, ondas de calor e eventos climáticos extremos têm aumentado a vulnerabilidade de diferentes regiões, afetando desde áreas de conservação até cadeias produtivas do agronegócio, reforçando a importância de iniciativas que contribuam para a proteção dos recursos naturais e para a construção de sistemas rurais mais resilientes”, destaca Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames.

De acordo com a pesquisa “Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil”, elaborado pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), os desastres climáticos afetaram mais de 336 mil brasileiros, em 2025. Economicamente, isso significa prejuízos de R$ 3,9 bilhões para o país. Dados como esses retratam as consequências, mas não escancaram as causas desse problema. Uso inadequado do solo, supressão da vegetação nativa e falta de preservação ambiental efetiva intensificam a degradação dos ecossistemas e tornam os impactos climáticos ainda mais severos.

“Diante de todos esses eventos, a adoção de práticas que conciliam produção e conservação ambiental se torna fundamental, mas preservar não significa abrir mão da produtividade. Por isso, pensar em soluções práticas que possibilitam conciliar produção e conservação se torna um diferencial nas propriedades rurais. Embora muitas vezes sejam associadas apenas à divisão de pastagens e à organização da propriedade, as cercas desempenham papel estratégico nessa proteção dos recursos naturais e da fauna silvestre”, afirma Bruno.

O cercamento bem planejado pode delimitar áreas de preservação permanente (APPs), reservas legais, nascentes, matas ciliares e corredores ecológicos, impedindo a entrada de animais domésticos e acesso indevido de pessoas, favorecendo a manutenção da vegetação nativa e dos habitats naturais.

Além disso, a delimitação adequada entre áreas produtivas e áreas de proteção ambiental facilita o monitoramento da propriedade e contribui para o cumprimento de exigências ambientais. Soluções resistentes e duráveis também diminuem a necessidade de manutenções frequentes, reduzindo intervenções em locais que precisam permanecer protegidos.

“Outro benefício importante do cercamento está relacionado à recuperação de áreas degradadas. Ao isolar regiões em processo de regeneração, as cercas impedem o pisoteio por animais e outras interferências que podem comprometer o desenvolvimento da vegetação. Esse cuidado é fundamental em projetos de restauração florestal e recomposição de matas ciliares, nos quais o tempo de recuperação pode levar anos”, completa Bruno.

O especialista ressalta que para que o cercamento cumpra seu papel ambiental é necessário que a instalação considere as características de cada área. “O tipo de material utilizado, a altura da cerca e o espaçamento entre os fios influenciam diretamente a interação com a fauna local. Um projeto bem dimensionado deve proteger o espaço sem impedir o deslocamento natural dos animais, evitando o isolamento de áreas importantes para alimentação, reprodução e abrigo”.

Para atender diferentes necessidades do campo, a Belgo Arames – referência no mercado brasileiro de Arames – oferece soluções voltadas ao cercamento rural e ambiental desenvolvidas para proporcionar resistência, segurança e longa durabilidade. Entre elas estão as cercas prontas Belgo Strada e Belgo Ferrovia, para proteção de estradas evitando o atropelamento e a passagem de fauna (anta, tamanduá, capivara), além de telas e arames específicos para diferentes aplicações, como os arames Motto e Belgo ZZ-700 Bezinal e a cerca Belgo Javaporco.

“O investimento em cercas de qualidade contribui para um futuro ambiental saudável e concilia preservação ambiental e produção rural com um item essencial da fazenda. O cercamento une conservação e produtividade. Quando escolhido e instalado de forma adequada, ele protege recursos naturais, fortalece a resiliência das propriedades e contribui para uma produção rural mais sustentável”, finaliza Bruno Nolasco.

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