16/07/2026

Seca pressiona a pecuária e acelera adoção de sistemas mais resilientes no campo

Confinamento e infraestrutura adequada ganham espaço como alternativas para manter a produtividade diante de eventos climáticos extremos

A seca que colocou 2024 entre os anos mais críticos das últimas quatro décadas já traz impactos concretos à pecuária brasileira e acelera a busca por sistemas produtivos mais resilientes. Diante da previsão de retorno do El Niño, fenômeno associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico e à alteração dos padrões de chuva, produtores intensificam estratégias para preservar a produtividade e reduzir riscos no campo.

Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontam que o país enfrentou, em 2024, um dos períodos mais secos das últimas quatro décadas, cenário que tende a se repetir em ciclos climáticos adversos.

As mudanças no clima já afetam diretamente setores dependentes de recursos naturais, como a pecuária de corte, um dos pilares do agronegócio brasileiro. Estudo do Climate Policy Initiative – ligado à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – e do projeto Amazônia 2030, mostra que os incêndios florestais de 2024, agravados pelo El Niño, causaram perdas de R$ 14,7 bilhões ao campo, sendo R$ 8 bilhões relacionados diretamente à pecuária e às pastagens.

“Embora os incêndios sejam a face mais visível dos eventos extremos, os efeitos da seca começam antes e comprometem a base da produção”, afirma Bruno Nolasco, gerente de negócio agro da Belgo Arames. “A escassez de chuva reduz a qualidade nutricional das pastagens e limita a disponibilidade de alimento. Diante disso, o produtor precisa ajustar o manejo para manter o desempenho do rebanho.”

A pressão sobre as pastagens tem levado ao avanço do confinamento como alternativa para garantir oferta alimentar adequada. O sistema permite dieta balanceada, favorece o ganho de peso e reduz o tempo até o abate. Também contribui para maior previsibilidade da produção e melhor uso das áreas disponíveis.

Os resultados do confinamento, no entanto, dependem de fatores como planejamento nutricional, disponibilidade de água, manejo sanitário e infraestrutura adequada. Em operações com maior número de animais, a organização dos espaços e o controle dos lotes tornam-se ainda mais relevantes.

“A infraestrutura é um elemento-chave para a eficiência do sistema”, explica Nolasco. “Cercamentos bem planejados contribuem para a organização da operação, reduzem o estresse dos animais e ajudam a evitar perdas e acidentes.”

Além de delimitar áreas e apoiar o manejo, os sistemas de cercamento têm papel direto na segurança do rebanho e na rotina operacional. Materiais de maior resistência favorecem a estabilidade das estruturas e reduzem a necessidade de intervenções frequentes.

A mesma lógica se aplica às estruturas de sombreamento utilizadas nos confinamentos, cada vez mais importantes para promover conforto térmico e bem-estar animal em períodos de temperaturas elevadas. A sustentação dessas coberturas exige materiais resistentes e duráveis, capazes de suportar as condições do ambiente rural ao longo do tempo.

Soluções com foco em durabilidade, resistência e eficiência operacional ganham relevância no campo frente a esses desafios. E, para eles, a Belgo Arames desenvolve produtos voltados às demandas da pecuária, como cordoalhas (Belgo Cordaço e Belgo Remanga) projetadas para suportar condições adversas e contribuir para a confiabilidade das estruturas. O portfólio também inclui o arame liso Belgo ZZ-700 Bezinal, indicado para aplicações que exigem alta resistência à corrosão e longa vida útil, características importantes na sustentação de estruturas de sombreamento e cercamentos. “A escolha adequada dos materiais impacta diretamente a segurança da operação e a durabilidade dos cercamentos”, conclui o gerente.

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